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Cresce o número de mulheres assassinadas na Paraíba; A estimativa chega a 150%

Uma realidade que háanos causa preocupação tem chamado a atenção no início deste ano na Paraíba: onúmero de mulheres assassinadas no Estado até agora cresceu assustadoramente emcomparação com o mesmo período do ano passado. Dados da Organização NãoGovernamental (ONG) Centro da Mulher 8 de Março indicam que o número de mortesaumentou cerca de 150%. Em 2012, já foram registrados 25 homicídios que tiveramcomo vítimas mulheres, nos 223 municípios paraibanos. No ano passado até essadata, apenas dez casos tinham sido contabilizados.

Enquanto que de janeiro até dezembro do ano passado 44 mulheres acabaram sendomortas vítimas de violência doméstica, só em janeiro e fevereiro de 2012 foramregistrados 22 óbitos. Esses indicadores reforçaram a necessidade de ampliar asdiscussões acerca dos direitos das mulheres, o que proporcionou a realização deum seminário em alusão ao Dia Internacional da Mulher, ontem no auditório docurso de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Através de umaparceria entre o Centro Acadêmico do curso e da Promotoria de Justiça dosDireitos da Mulher, de Campina Grande, a comunidade acadêmica promoveu olançamento do projeto Mulheres da Borborema que tem como objetivo intensificarpolíticas públicas voltadas para o sexo feminino.

Criada no mês de setembro de 2011, a Promotoria de Justiça dos Direitos daMulher já recebeu cerca de 150 denúncias que envolvem vários tipos de agressõesem que as vítimas são mulheres. Já em João Pessoa a situação é preocupante, jáque a média é de 16 denúncias por dia.

Esse levantamento foi apresentado pelo promotor Luciano Maracajá, que semostrou preocupado pelo alto índice de denúncias em Campina Grande, masclassificou como abaixo de realidades de outras cidades. “Abrimos a Promotoriano mês de setembro e de lá para cá os números apontam para praticamente umadenúncia por dia. Em João Pessoa, por exemplo, isso chega a 16 casos diários, oque é assustador”, explicou.

Para combater a violência doméstica, Maracajá ainda disse que em Campina Grandeestão sendo desenvolvidas algumas ações voltadas para atender as vítimas desseproblema social.

“Temos oito inquéritos civis acerca de políticas que possibilitem um melhoratendimento às mulheres. A efetivação da casa de abrigo e a requisição para oexame de corpo de delito são dois deles que poderão facilitar o atendimento dessescasos. Mas é necessário que também haja uma ampliação de políticas públicasvoltadas para a mulher”, acrescentou Maracajá.
 

Da Redação do Portal Fatos e Fotos
com Jornalda Paraíba

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