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BRASIL, NOTICIAS

Tema da Campanha da Fraternidade 2012 discute a Saúde Pública do país

Com o tema Fraternidadee Saúde Pública, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nestaquarta-feira (22) a 49ª Campanha da Fraternidade, que pretende sensibilizar osfiéis sobre a situação das pessoas que enfrentam longas filas de atendimento efalta de vagas em hospitais públicos do país. Para o secretário-geral da CNBB,dom Leonardo Steiner, não é exagero dizer que a saúde pública no país não vaibem.
De acordo com ele, épreocupante a decisão do governo de cortar cerca de R$ 5 bilhões da área desaúde. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexo do contexto maisamplo de nossa economia de mercado, que não tem, muitas vezes, como horizonte,os valores ético-morais e sociais”.

No texto-base da campanha, a CNBB expõe as grandes preocupações da Igreja comrelação à saúde pública, como a humanização do atendimento aos pacientes e ofinanciamento da saúde pública, classificado pela confederação, como“problemático e insuficiente”. A entidade critica ainda a escassez de recursosdestinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).


O texto da campanha compara os gastos da saúde no Brasil com o de alguns paísesem que 70% do que é dispendido na área vêm do governo e 30%, do contribuinte.Já no Brasil, em 2009, o governo foi o responsável por 47% (R$ 127 bilhões) dosrecursos aplicados na saúde, enquanto as famílias gastaram 53% (R$ 143bilhões).

No entanto, segundo dom Leonardo, a Igreja reconhece também alguns avanços naárea, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doençasinfecto-parasitárias e o aumento da eficiência da vacinação e do tratamento da AIDS.“São significativos os avanços verificados nas últimas décadas na área da saúdepública”.

De acordo com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, que participou do evento,este ano a saúde terá orçamento 17% maior que em 2011, R$ 72 bilhões. “Oaumento de R$ 13 bilhões é o maior aumento nominal que já existiu de recursospara a saúde de um ano para o outro, desde o ano 2000. O meu papel comoministro não é ficar esperando os recursos virem, mas, sobretudo, fazer mais como que temos”.

Segundo ele, o debate sobre o financiamento da saúde continua e será mais amplocom o apoio da campanha da fraternidade. O ministro disse ainda que ocontingenciamento de R$ 5 bilhões, com o corte do Orçamento anunciado pelogoverno na semana passada, não afetará nenhum programa da pasta. “Tudo o queestava programado pelo Ministério da Saúde e foi encaminhado para o CongressoNacional está absolutamente mantido”.

Segundo o membro do Conselho Nacional de Saúde Clóvis Boufleur, a campanha dafraternidade pretende efetivar a participação de conselhos estaduais emunicipais de saúde. Entre os temas que serão debatidos nos conselhos, está aviolência, a obesidade e a gravidez na adolescência. “A violência dentro decasa se transformou em um problema de saúde. A partir dos 4 anos de idade, osacidentes e a violência são as principais causas de mortes de crianças ejovens”.
Da Redação do Portal Fatos e Fotos
com Agencia Brasil

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