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PARAIBA

Qualidade de vida das famílias na PB é a 4ª pior do país

Uma pesquisa sobre a situação das famílias brasileiras mostrou queParaíba ocupa a 4ª pior posição do país no ranking de vulnerabilidade, ficandoatrás apenas dos Estados do Maranhão, Piauí e Alagoas, que encabeça a lista como pior indicador. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto de PesquisaEconômica Aplicada (Ipea). O oposto da vulnerabilidade é a qualidade de vida.

De acordo com o Ipea, o índice de vulnerabilidade das famílias foi calculadocom base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE) de 2009. O indicador analisouseis quesitos: vulnerabilidade, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho,escassez de recursos, desenvolvimento infanto-juvenil e condiçõeshabitacionais.

Em relação a 2003, o índice de vulnerabilidade registrou melhoria de pouco maisde 14% no país. Na Paraíba, a melhoria de 12,3% ficou abaixo da média nacionale levou o Estado a subir uma colocação no ranking das unidades federativas compiores resultados. Em 2003, o índice de vulnerabiliade das famílias paraibanasde 34,9% colocou o Estado na 5ª posição do ranking nacional, mas apesar demelhorias do indicador, em 2009, o índice de 30,6% em situação devulnerabilidade das famílias colocou o Estado na 4ª pior colocação do país.

Contudo, na Paraíba houve avanços significativos em todas as dimensõespesquisadas, segundo o estudo do Ipea, especialmente naquelas referentes àdinâmica econômica, tais como acesso ao trabalho – queda de 7,5% – e escassezde recursos – queda de 5,7%. O desenvolvimento infanto-juvenil foi a dimensãocom menor avanço proporcional, queda de 2,3%, segundo o Ipea.

O índice de vulnerabilidade das famílias constatou que a vulnerabilidade comoum todo se concentra mais fortemente nas áreas rurais, em Alagoas, no Maranhão,Piauí e no interior de Estados como o Ceará e Pernambuco.

De acordo com o coordenador do estudo, Bernardo Furtado, o estudo leva em contaa capacidade das famílias brasileiras de reagir às dificuldades de dimensãosocial e econômica. Entre os exemplos de vulnerabilidade, o coordenador enumera“a restrição do acesso a oportunidades de maneiras diversas, seja pela qualidadeinadequada da habitação em si ou pela sua precária localização, pelo acessodificultado a uma vaga no mercado de trabalho, pela falta de acesso à educaçãoe ao conhecimento ou ainda pelos efeitos dessa falta de conhecimento naprevenção e profilaxia da saúde”, afirmou.

Ele observou que o Nordeste mantém os maiores valores em termos absolutos doindicador, ao passo que a Região Norte apresenta a menor evolução dosindicadores no período. “Em termos de evolução, a Região Norte foi a menosdinâmica em relação às melhorias, talvez pelas distâncias que são grandes, oque gera uma dificuldade de mobilidade e, com isso, há mais dificuldade dogestor público operar”, observou o coordenador.

Na Região Nordeste, o índice de vulnerabilidade teve maior decréscimo noMaranhão (17,7%), seguido da Bahia (16,3%), do Piauí (15,9%), Rio Grande doNorte (14,8%), Ceará (14,5%), Pernambuco (14,3%), Alagoas (12,8%) e da Paraíba(12,3%).

No geral, na análise de Furtado, o resultado do índice nacional e também dosíndices regionais foi bom. “É um índice razoável. Em algumas dimensões, osíndices melhoraram muito, como a renda das famílias e o acesso ao trabalho. Oacesso ao conhecimento também melhorou, mas não melhorou de forma tão rápida esignificativa quanto os outros. Tudo isso precisa ser levado em conta”, afirmouFurtado.

A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA procurou entrar em contato por telefone com asecretária de Estado do Desenvolvimento Humana, Aparecida Ramos, mas não obteveêxito. Também foi tentado o contato com a diretoria de jornalismo do governo doEstado, mas o resultado foi semelhante.

Jornal da Paraiba

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