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SANTA HELENA

Paraquedismo Eleitoral

Texto de autoria do Juiz da Vara de Entorpecentes de Campina Grande-PB
Dr. Edivan Rodrigues Alexandre

Aproxima-se, mais uma vez, o exercício dademocracia. As eleições municipais deste ano nos dão a oportunidade de elegerprefeitos e vereadores em nossas cidades. É o povo exercendo o poder e escolhendoseus governantes e representantes. É um momento importante, pois escolheremosos que irão governar por um período longo, com conseqüências diretas sobre avida de cada cidadão. Acaso a escolha seja boa, teremos ordem e progresso.Acaso seja uma escolha errada, teremos desmandos, falta de crescimento e,muitas vezes, corrupção.

Os cidadãos na horada escolha devem lembrar que estão escolhendo uma pessoa que irá administrarseus bens públicos, por pertencerem a todos e a cada um para uso coletivo. O prefeitoé um cidadão que deixará de administrar tão somente suas coisas e passará,também, a administrar as coisas comuns a todos os cidadãos. Por isso, se exigihonestidade, competência e fidelidade ao povo que o elegeu.
Muita calma nesse momento. Muitos oportunistasaparecem procurando tão simplesmente se apropriar das benesses do cargo e terproveito pessoal.

O povo deve tercuidado, especialmente, com os chamados “paraquedistas eleitorais”. Aqueles nãoresidentes na cidade para a qual quer ser candidato; que compram legendaspartidárias para serem candidatos; apresentam-se como salvadores da pátria;menosprezam a capacidade e inteligência dos cidadãos da cidade e, quandoeleitos, governam de longe, voltam as costas para a cidade e se dedicam tão somentea administração do seu patrimônio.

Uma cidade,especialmente de pequeno porte, deve ser administrada por uma pessoa que aconheça e que conviva com seus habitantes dia e noite. O administrador deve sercomo um gerente, que se encontra permanentemente na sua empresa, conhecendoseus problemas e necessidades e apontando as soluções.

Os “paraquedistaseleitorais” são candidatos que aparecem tão somente em tempo de campanha e nãoconhecem sequer seus habitantes. Caem, literalmente, de pára-quedas na cidade,com a finalidade de aparecer e se vangloriar da vitória sobre os cidadãoslocais.

É um desrespeitopara uma pequena comunidade e para seus cidadãos eleger pessoas que sequerresidem na cidade. É como se todos passassem um atestado de incompetência.Entre as doze tribos de Israel, Deus jamais aceitou que se elevasse umgovernante que fosse estrangeiro, ao contrário, determinou em Deuteronômio que:“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, e a possuíres e, nelahabitando, disseres: Porei sobre mim um rei, como o fazem todas as nações queestão em redor de mim; porás certamente sobre ti como rei aquele que o Senhorteu Deus escolher. Porás um dentre teus irmãos como rei sobre ti; não poderáspôr sobre ti um estrangeiro, homem que não seja de teus irmãos”. (Dt 17:14,15).

Já é (pois oensinamento do Senhor Deus nunca passa) ensinamento divino que ponhamos sobrenós, governantes nativos e nunca estrangeiros.

Algum interessemove uma pessoa, que sai da sua terra para ser candidato em outra terra, cidadea qual não reside. Na maioria das vezes, investem grandes quantias em dinheirona campanha eleitoral e são eleitos, aproveitando-se da boa vontade daspessoas, para depois ir morar em outra cidade e relegar àqueles que o elegeram.

Os “paraquedistaseleitorais”, geralmente, residem em cidades maiores, chamadas cidades pólos.Quando eleitos, continuam a morar nessas cidades e de lá administram, como sepudesse morar na cidade para a qual foi eleito. Ora, se uma pessoa não opta pormorar numa determinada cidade, demonstra não gostar daquele lugar. Desta forma,como pode querer lhe valorizar, se de antemão lhe despreza em favor de outra.Não se valoriza aquilo que não se conquista.

Tais candidaturasnão deveriam ser sequer permitidas, pois para ser eleitor ou candidato numacidade, o cidadão precisa nela residir e ter domicílio. No entanto, em vista deuma interpretação abrangente, realizada pelos tribunais eleitorais, tem-seaceito vínculos patrimoniais como domicílio eleitoral, a permitir a continuaçãodas aventuras dos “pára-quedistas eleitorais” em cidades nas quais não residem.Por conta desta interpretação, temos visto casos de cidades com mais eleitoresque habitantes e a cada ano de eleição uma revisão eleitoral é realizada.

A históriademonstra, especialmente nas cidades que já passaram por esta experiência, queestrangeiros governam de longe e aparecem pouco nas cidades por elesadministradas.

Ao contrário,quando o administrador é nascido, criado e tem residência na cidade, possuimais condições de resolver os problemas de forma presencial, melhorar a vida deseus concidadãos e manter presente a autoridade perante seu povo.

Devemos estaratentos nestas eleições. Só a eleição de administradores compromissados com acidade fará com que exista, de fato, ordem e progresso.

Registre-se, porfim, que ao povo cabe a escolha e também a responsabilidade pela escolha. Opovo escolhe, o povo se responsabiliza.

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